O mito do vidro que escorre das vidraças

Pois é, na aula de hoje eu acabei dizendo que o vidro é um fluido que tem viscosidade muito alta e que li certa vez, em algum lugar, que vidraças de catedrais antigas apresentam vidros que são mais espessos na parte de baixo, corroborando sua fluidez. E então minha estudante de Física II, Ila Leite, me enviou uma mensagem dizendo:

“Bom dia, professor, tudo bem? Eu estou na sua turma de Física II e assim que a aula terminou vim para a pró-aluno para mandar esse link, sobre vidros. Na parte “Behavior of Antique Glass” há uma discussão sobre como por muito tempo se achou que os vidros das catedrais escorriam, mas que na verdade a parte mais grossa na base dos vitrais é devido ao método de fabricação que eles usavam naquela época. E cita também que o prof. Zanotto, da Federal, calculou o tempo de relaxação do vidro, que é algumas vezes a idade do Universo. Bastante interessante, não?”

Pois é, aí está: eu havia acreditado até hoje que o vidro escorria pelas vidraças das catedrais. Obrigado Ila, por exorcizar essa crença errônea de minha mente! O link que a Ila me enviou é este. O artigo do professor Zanotto é este. Um link para o artigo está aqui. Existe até outro artigo, com novas estimativas, que é este aqui. O professor Zanotto é este aqui.

O ponto é que, normalmente, acabamos aprendendo um monte de coisas que não têm fundamento. Espero que você sempre mantenha uma atitude mental crítica a respeito de tudo que aprende.

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Nerdyard

2 respostas para “O mito do vidro que escorre das vidraças”

  1. Pow, tinha uma galera que comentava isso comigo desde a sexta série… Sempre fiquei em dúvida sobre o que realmente acontecia, mas, por algum motivo, nunca de fato parei pra pensar.
    Genial!

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