NÃO ESTUDE PARA A PROVA DE FÍSICA

Quantas vezes você já estudou muito para a prova de física e foi mal? Sabe quando você chega a virar a noite — ou várias noites — estudando, revendo a teoria, fazendo resuminhos, decorando exercícios e problemas e, no entanto, no dia da prova: pau! Pois é, isso é muito comum e a razão para isso é — pasme! — estudar para a prova! Não acredia? Então estude para a próxima prova e você verá: outro ferro! Portanto, pare de estudar para a prova!
O que fazer, então? Simples: você deve aprender a estudar para você! Você deve estudar o que lhe desperta o interesse e procurar aprender o que, de fato, você tem vontade. Se você não gosta de física, mas tem que passar na matéria, não estude para a prova! O segredo é aprender a fazer a prova antes da hora da prova! É difícil lidar com surpresas, principalmente com aquelas preparadas por alguém que sabe muito mais sobre o assunto do que você. Você deve estudar o professor ou a professora! Você deve imaginar cenários de prova prováveis e improváveis, baseando-se no seu conhecimento do ministrante da disciplina. A leitura da linguagem corporal dos professores também ajuda muito. Preste atenção nos gestos, face e voz do professor ou professora durante as aulas e você perceberá qual cenário de prova é mais plausível. Você pode saber a matéria ou simplesmente não saber; ir bem na prova tem pouca correlação com o que você sabe do material. Muitos vão razoavelmente bem nas provas sem realmente saber o que estão fazendo. Isso é realmente frustrante! Melhor ir mal! Mas, infelizmente, a verdade é que é possível ir bem na prova sem ter aprendido muito antes.
É claro que estou exagerando um pouco aqui, mas, ei, não estou tão longe da realidade assim e você sabe que não! Então, pare de perder tempo estudando para a prova e passe a estudar para você! Já! Comece agora mesmo a apreciar o que desperta interesse em você. Se você acha importante aprender física, então isso já é interesse. Aprecie o material, então! Contemple os conceitos, pondere, discuta e exercite-se fazendo exercícios. Para você! Não para a prova! Para você! 😎

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16 Comments for NÃO ESTUDE PARA A PROVA DE FÍSICA

  1. Rafael said,

    novembro 22, 2010 @ 23:10

    Olá professor! Adorei esta postagem, eu também penso de maneira semelhante à que foi apresentada nesta postagem. De fato, acredito que provas não expressam REALMENTE o potencial de um estudante, ou até mesmo, o quanto este conhece sobre o conteúdo.
    As vezes fico frustrado como algumas pessoas, SÓ estudam com o intuito de obter nota na prova, e não para aprender. Muitos ficam decorando fórmulas sem se preocupar com todo o conceito por trás daquilo, o que eu considero mais importante.
    Fico feliz em saber que um superior meu tem uma opnião semelhante em relação as provas. Excelente postagem!

  2. reginaldo said,

    novembro 23, 2010 @ 9:41

    Olá Rafael,
    Grato deveras pelo seu comentário! Não sou seu superior; apenas tenho estado por aqui mais tempo do que você e isso me permitiu aprender mais. Não posso adivinhar quanto você saberá quando chegar até minha idade.

  3. Mirian said,

    novembro 23, 2010 @ 13:42

    Olá professor, gostei muito de sua postagem, realmente há provas em que sabemos o conteúdo e vamos mal, e outras que tiramos uma boa nota mas temos a sensação de nada saber.
    Pena que precisamos das notas, não podemos fazer como o sr já disse em aula: “Me digam que vocês aprenderam a matéria e eu os passo.”
    É seria muito bom, mas acredito que muitos aprenderiam ainda menos com esse método.

    Parabens pelas postagens, estão excelêntes, prefiro realmente contemplar suas postagens a ler o Moysés……….

  4. reginaldo said,

    novembro 23, 2010 @ 14:29

    Olá Mirian,
    Grato deveras pelo seu comentário. Sem dúvida, as notas são necessárias… Eu disse que seria muito bom se pudéssemos saber se, de fato, os estudantes aprendem ou não, independentemente de provas, que podem não traduzir realmente os conhecimentos dos estudantes. Há estudantes que, invariavelmente, vão bem nas provas e isso é suficiente para crer que esses estudantes têm conhecimento. O problema não está com estudantes que sempre se dão bem; o problema é realmente saber se os que vão mal não aprenderam nada. Será que quando um estudante vê uma questão que não sabe, isso não afeta seu rendimento nas outras questões? Eu não sei responder isso. Eu conheço pessoas que simplesmente se congelam diante de provas e, no entanto, sabem a matéria. Orientei um estudante assim e sei do que estou falando. Qual é o objetivo de uma instituição de ensino? Medir o que ensina, ensinar, ou ambos? O senso comum dirá que o objetivo é ensinar e medir o que ensina. Eu, em particular, creio que é impossível ensinar: só é possível aprender. Descobrir o que alguém sabe ou não sabe é como torturar. No entanto, mesmo quem tortura ainda assim mantém o prisioneiro vivo até confirmar se o que ele disse é verdade: não se pode confiar nos resultados de tortura. Então, o que digo é que é impossível realmente medir o que alguém sabe, mas é possível para alguém mostrar o que sabe. Creio, portanto, que a instituição de ensino deveria gerar os meios e o estímulo para as pessoas aprenderem e também possibilitar as oportunidades para as pessoas mostrarem o que aprenderam. Mas tudo isso é utopia e, enquanto não for possível realizar isso de uma forma prática, temos que coexistir com as provas…

    Grato deveras pela sua generosidade ao elogiar minhas postagens. Espero que realmente meus esforços possam ter ajudado você e outras pessoas.

  5. Natan said,

    novembro 24, 2010 @ 2:23

    Professor, achei a argumentação muito coerente. Tanto com o que penso, quanto com o que vejo em suas aulas. O que me pergunto é: Se uma boa parte das pessoas entende o ensino como o descrito acima, por que a educação continua a ser ensinada da mesma maneira por séculos (“chuto” séculos porque se não me engano Carlos Magno no século VIII ou século IX realizou uma reforma na educação que ditou as bases da estrutura do nosso ensino)?

    Agora outra questão suscita em minha cabeça. Suas dicas são interessantes, mas e se, suponhamos (é apenas uma suposição), eu fizer uma matéria de física onde a prova em questão é preparada por dois professores diferentes, um de cada turma, e eu só tenha acesso aos “trejeitos” de um desses professores, no caso seria o professor com quem eu tenha aula. Como eu faço para tentar “entender” a estrutura da prova que será aplicada? Claro que a resposta imediata seria a seguinte: “Bem, teoricamente eu só conseguiria “entender” algumas questões da prova, pois eu só tenho acesso a um professor”. Mas eis que o ditado “desgraça pouca é bobagem” se aplica de maneira pertinente: E se além daquelas condições eu também dissesse que eu preciso tirar uma nota que implica necessariamente em ir bem em praticamente todas as questões?

    Mas como tudo não passa de uma “suposição” vamos deixar para lá. (hehe).

    Agora, professor, brincadeiras a parte. Eu realmente aprecio o método de estudar pelo significado, ou seja, porque acreditar que física é uma matéria além de importante muito interessante. Mas acho os métodos de ensino um tanto confusos. Por que cargas d’água nós temos de aprender Oscilações se antes entender EDO? Isso me atrapalhou bastante, o suficiente para ficar preocupado. E se no decorrer do curso eu não mais tiver outra matéria que ensine oscilações? Significa que eu vou ficar com o que já sei, ou seja, praticamente nada?

    Por essas e outras eu penso que muita coisa no ensino deveria mudar para que tanto professor quanto aluno se desenvolvam melhor.

    EM NOTA: Gostaria muito de estudar num local onde, tal como Vitor Frankenstein (do livro homônimo) descreveu. Dizendo que ele entrara numa universidade suiça (não me lembro qual) permanecera por mais ou menos dois ou três anos e assim que percebeu que já tinha aprendido o suficiente saiu e começou a pesquisar. Tudo bem que o livro é de ficção e nem é tão bom assim, mas vale a idéia.

    EM NOTA 2: Aliás, bela postagem!

  6. reginaldo said,

    novembro 24, 2010 @ 17:01

    Olá Natan,
    Grato deveras pelo seu comentário. Puxa! Você escreveu bastante! Em resposta a tudo que você disse, além de dizer que você tem razão, deixo outra pergunta: a vida não é justa, é?

  7. Marcus Vinicius said,

    novembro 24, 2010 @ 21:47

    Olá Professor. Descobri o seu blog faz pouco tempo. Estava procurando sobre oscilações.Gostei muito desse post, é muito realista. Sempre estudo bastante, principalmente para as provas. Aliás, tenho P2 semana que vem.
    Realmente, tem muita gente que não sabe tanto assim mas vai bem nas provas. Isso já me deixou irritado várias vezes.
    Vou refletir mais sobre o seu post!

    Valeu!

  8. J. Guilherme said,

    novembro 25, 2010 @ 2:37

    Só tenho uma coisa a dizer sobre essa postagem: GENIAL!

  9. reginaldo said,

    novembro 25, 2010 @ 15:10

    Olá Marcus Vinicius,
    Grato deveras pelo seu comentário. Lamento muito que você estude muito e tenha que ver pessoas que estudam e sabem menos ter boas notas. Eu mesmo já vi muito disso ocorrer, por isso minha postagem é realista. Tudo isso é lamentável. No entanto, preparação em excesso pode prejudicar mais do que ajudar. Isso também é um fato. Tipicamente, quando você já estudou, mas vê que todos os seus colegas estão estudando, provavelmente porque começaram depois de você, não sente uma certa culpa se você não continuar estudando? Nunca ocorreu isso com você? Então, quando acontece, normalmente você continua a estudar, junto com os outros, e acaba sendo contaminado pelos sentimentos de ansiedade e urgência dos seus colegas. Aí você passa a fazer parte da manada e começa a se comportar como mais um elemento de um coletivo, coerentemente com os demais. Conheço casos assim. Não quero dizer que esse seja o seu, mas há muitos casos assim, principalmente de pessoas estudiosas. Enfim, há inúmeras razões que levam um estudante a se sabotar em suas notas, mesmo estudando bastante. Mas, por favor, não pare de estudar só porque falei isso! Só não estude em excesso e não desapareça na multidão… Se você não quiser ter resultados medíocres, não se comporte como a média.

  10. reginaldo said,

    novembro 25, 2010 @ 15:11

    Olá J. Guilherme,
    Grato deveras por sua generosidade! Só quis dizer o que penso; fico feliz que tenha agradado. Grato deveras mesmo!

  11. Lucas Nogueira de Sá Martins said,

    dezembro 9, 2011 @ 11:08

    UM bom exemplo….Eu acabei de terminar o terceiro ano do ensino médio ,nunca tirai notas excelentes,apenas boas!Mas estudo física e matemática desde o ano passado por conta própria.já entendo as equações de maxuel e campos vetorias, dinamica clássica e matematica diferencial e integral.Pretendo destruir na facul.!!só falta ver o Enem!!!

  12. reginaldo said,

    dezembro 27, 2011 @ 14:28

    Olá, Lucas,
    Grato deveras pelo seu comentário. Espero que você realmente tenha sucesso na universidade! Valeu mesmo pelo comentário!

  13. Jade said,

    março 24, 2013 @ 12:41

    Pura verdade esse texto, teríamos profissionais bem melhores se seguissem esse conselho, afinal passar em uma prova beleza, mas e as provas da vida do trabalho, você precisa saber e gostar, caso contrário será só mais um mediócre que odeia a segunda feira.

  14. reginaldo said,

    março 26, 2013 @ 6:43

    Grato deveras, Jade, pelo seu comentário! Valeu mesmo seu apoio! Gratíssimo por contribuir positivamente!

  15. Hamitlon said,

    março 6, 2016 @ 16:05

    Olá, prof.! Tem muita verdade nesse texto aí, genial! Parabéns pela coragem de falar do assunto dessa maneira, muitos não tem coragem de dizer que realmente é desse jeito que as coisas são.

  16. reginaldo said,

    março 6, 2016 @ 20:06

    Grato deveras, Hamilton, pelo seu comentário e pelos elogios! Valeu! Abraços!

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